Estou aqui, sentada em frente ao portátil. Tenho outras coisas para fazer, bem mais importantes, mas não tenho vontade de as fazer. Ainda parece que sinto a tua mão na minha cara, aquelas caricias que só tu me fazes tão bem, aquelas horas a fio que só eu sei o quanto me fazem bem. Tenho a cabeça num nó, tenho a alma feita num oito, tenho o coração dividido em pedaços de mil e uma cores que, de serem tantas e tantas, não se distinguem umas das outras. Não sinto o que devia sentir. Não estou de acordo com os tão perfeitos momentos que passei, que me fizeste passar. Sinto-me deveras inconstantemente confusa. Ora confusa por um dado motivo, ora por outro. Acho que me ando a tentar refugiar no beco sem saída, a tentar fazer de ti o substituto do insubstituível. Sinto-me bem, mas triste. Sinto-me como se fosse uma garrafa de vidro com bilhete á tona no meio do Pacifico. Sinto-me enganada a enganar alguém, a enganar-me a mim própria. Sinto-me como se dois pólos tivesse. Vou dedicar-me ao narcisismo. Vou dedicar-me ás minhas asas de borboleta...a ver se consigo ir mais longe!Momentos de sobriedade infinita...de arrependimento, alegria, dor, mágoa, orgulho... Aqueles momentos que só em palavras se explicam! Aqueles cocktails de sentimentos como um baralho de cartas...cabeçadas na vida que me fazem lutar cada vez mais pelo amanhã, que me mostram o que hei-de ou não emendar... Apenas eu, nesta caminhada de tropeções...
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Por me sentir bem a escrever
Estou aqui, sentada em frente ao portátil. Tenho outras coisas para fazer, bem mais importantes, mas não tenho vontade de as fazer. Ainda parece que sinto a tua mão na minha cara, aquelas caricias que só tu me fazes tão bem, aquelas horas a fio que só eu sei o quanto me fazem bem. Tenho a cabeça num nó, tenho a alma feita num oito, tenho o coração dividido em pedaços de mil e uma cores que, de serem tantas e tantas, não se distinguem umas das outras. Não sinto o que devia sentir. Não estou de acordo com os tão perfeitos momentos que passei, que me fizeste passar. Sinto-me deveras inconstantemente confusa. Ora confusa por um dado motivo, ora por outro. Acho que me ando a tentar refugiar no beco sem saída, a tentar fazer de ti o substituto do insubstituível. Sinto-me bem, mas triste. Sinto-me como se fosse uma garrafa de vidro com bilhete á tona no meio do Pacifico. Sinto-me enganada a enganar alguém, a enganar-me a mim própria. Sinto-me como se dois pólos tivesse. Vou dedicar-me ao narcisismo. Vou dedicar-me ás minhas asas de borboleta...a ver se consigo ir mais longe!
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Mesmo quando estás perdida, à deriva como uma garrafa no Pacífico, sabes que um dia vais chegar à costa e alguém te vai recolher e te vai tratar como mereces.
ResponderExcluirO narcisismo nada mais é do que uma defesa que o ser humano utiliza para deixar de sofrer... O amor próprio é o nosso bem mais valioso e quem somos nós para criticar quem deseja exacerbá-lo...
Escrever pode e é o acto maior de amor próprio porque és tu que escreves, o que tu sentes e o que tu queres... Continua Sandrinha...
Lindas palavras...