E porque sinto maior necessidade de me expressar quando estou mal, quando estou triste. Porque me dá a parecer que quando preciso as pessoas em meu redor estão menos disponíveis, menos predispostas a ouvir. Refugio-me nas únicas formas que tenho. Penso nas palavras que escrevo enquanto ponho de lado os momentos que tenho medo de viver. Momentos que me fazem temer a vida. Momentos esses que fazem doer pela possibilidade remota de me fazerem vir a sofrer. Coração em botão de rosa que se abre e derrama pétalas no teu colo. Lágrimas cristalizadas que me petrificam os olhos e provocam sensações de solidez física, solidez da alma. Precisava desse teu calor. Mas o medo congela-me e não avanço. Tu não avanças. E fico quieta. Não toco, não falo, não mudo nada que não se relacione a mim, somente a mim sem mais ninguém envolvido. Porque as pessoas fazem sofrer. Porque a vida é feita dessas pessoas. E pronto. Quero fugir para a minha estrela, para a minha ilha deserta onde nada me venha á memória e nada me faça cair redonda no chão. Apenas luz, assim como o girassol se encontra para o sol. Luz. Vida. Despreocupação.Momentos de sobriedade infinita...de arrependimento, alegria, dor, mágoa, orgulho... Aqueles momentos que só em palavras se explicam! Aqueles cocktails de sentimentos como um baralho de cartas...cabeçadas na vida que me fazem lutar cada vez mais pelo amanhã, que me mostram o que hei-de ou não emendar... Apenas eu, nesta caminhada de tropeções...
terça-feira, 20 de abril de 2010
Ser vida!
E porque sinto maior necessidade de me expressar quando estou mal, quando estou triste. Porque me dá a parecer que quando preciso as pessoas em meu redor estão menos disponíveis, menos predispostas a ouvir. Refugio-me nas únicas formas que tenho. Penso nas palavras que escrevo enquanto ponho de lado os momentos que tenho medo de viver. Momentos que me fazem temer a vida. Momentos esses que fazem doer pela possibilidade remota de me fazerem vir a sofrer. Coração em botão de rosa que se abre e derrama pétalas no teu colo. Lágrimas cristalizadas que me petrificam os olhos e provocam sensações de solidez física, solidez da alma. Precisava desse teu calor. Mas o medo congela-me e não avanço. Tu não avanças. E fico quieta. Não toco, não falo, não mudo nada que não se relacione a mim, somente a mim sem mais ninguém envolvido. Porque as pessoas fazem sofrer. Porque a vida é feita dessas pessoas. E pronto. Quero fugir para a minha estrela, para a minha ilha deserta onde nada me venha á memória e nada me faça cair redonda no chão. Apenas luz, assim como o girassol se encontra para o sol. Luz. Vida. Despreocupação.
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